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Luana Paula “Se você quiser educar o homem, comece pela avó dele." Victor Hugo. Resumo: A proposta é levar à luz da discussão este importante e atual fato que na educação se imprime no Brasil. Quanto mais holística for nossa leitura desse todo tanto mais condições e coerência para reforçarmos as direções acertadas e retificarmos os desacertos teremos. O Plano Nacional de Pós-Graduação (PNPG) é um documento que organiza e aponta as diretrizes das políticas públicas de qualificação de pessoal em nível de mestrado e doutorado. Foi instituída comissão responsável pela elaboração do PNPG 2011 a 2020 pela Coordenação de Pessoal de Nível Superior (CAPES) em 22 de fevereiro de 2010. Para a elaboração do Plano, institui-se uma comissão, formada por representantes de todos os segmentos que atuam na pós-graduação: universidades e pró-reitorias, sociedades científicas, coordenadores de programas e cursos de pós-graduação, representantes de área da Capes, comitês assessores do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), comitês gestores dos fundos setoriais do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), Associação Nacional de Pós-Graduandos e setor empresarial. O PNPG também passa por discussão em encontros promovidos em instituições de ensino superior selecionadas por membros da comissão. Concluídos os trabalhos, a proposta do PNPG é apresentada ao Conselho Superior da Capes. O último ato é a aprovação pelo ministro da Educação. A pós-graduação cresceu muito no Brasil, sobretudo do final da década de noventa pra cá; estruturado pela CAPES os avanços alcançaram status de primeiro mundo. O sistema adotado ao logo dos anos fez com que acalcássemos expansão, dinâmica e qualidade. Talvez tenha sido as vertentes que mais avançaram nos últimos tempos na educação. As expectativas dos seus criadores eram de que os provenientes desse sistema de graduados causassem um grande impacto nos meios tecnológicos, político-cultural e etc. Acontece que por um fenômeno de mercado muito poucos formaram laços com o mundo exterior sendo absorvidos pelos centros acadêmicos. Como observa o Sr. Coimbra: “Nós Criamos uma Pós- graduação para o Brasil que ainda não existia; Nós colocamos no mercado um produto sofisticado voltado para o desenvolvimento tecnológico, o que nunca aconteceu.” Segue-se que a pós-graduação é um orgulho para o Brasil. Porém, muito ainda têm que se pensar, outros tantos desafios precisam ser discutidos profundamente. Vejamos alguns: Desigualdades Regionais – A CAPES e outras instituições fomentadoras desse processo criaram ambiência para as Instituições de Ensinos Superiores (IES) como centros de pesquisas, diversidades de cursos, convênios Estaduais, Federais e Internacionais importantes. Permitindo a atração de mais recursos financeiros pra esses centros e conseqüentemente os melhores pesquisadores e cientistas se aglomeraram em seus derredores. Por outro lado um grupo muito grande de IES não conseguiram estabelecer uma pós-graduação forte, extensa. Seus centros e pesquisa, quando não existem, são iníquos e sofrem para atrair profissionais qualificados. Só pra se ter uma panorâmica veja o contraste entre Sudoeste e centro-oeste. Matrículas em proporção por cada dez mil habitantes. Enquanto o primeiro tem matriculado em mestrado 65,2% o segundo tem 4,3%; em doutorado o sudoeste tem 80,5% e o centro-oeste tem 2,2%. Ainda ocorre que essas regiões menos favorecidas desconhecem seus potencias e abrangências para pesquisas. Carecem, além, de se capacitarem melhor na busca de recursos junto às fontes competentes para incrementarem-se financeiro e tecnologicamente. O problema de tempo requerido para formação de profissionais - Segundo a CAPES para completar um mestrado o aluno precisa de pelo menos dois anos e meio. Para o doutorado ele precisará de mais quase quatro anos e meio. Considerando que o mestrado é pré-requisito pra começar um doutorado. No Brasil um aluno levará mais de seis anos de estudos pra chegar a ser doutor. Esse período é muito longo em se comparando com outros países. Sem considerar a lacuna entre o término de um curso e início de outro pela maioria dos alunos que são em média dois a dois anos e meio. Temos muito que comemorar com as conquistas, mas, certamente, muito mais ainda que trabalharmos, entendendo que esse campo é um mar sem praias. O novo Plano Nacional de Pós-Graduação esbarra-se sempre no financiamento para execução de muitas idéias sustentáveis. Deixará lacunas em suas diretrizes, visto que, os desafios diante das diversidades de um mundo globalizado, sim, no entanto, sem perder as raízes de suas regionalidades, se transforma a cada instante e simultaneamente a educação tem que se adaptar a esse organismo vivo, o fenômeno do que foi, do que é e do vir a ser. Esperamos que a uniformização desse setor se sintonize cada vez mais e tenhamos os objetivos voltados para crescimento cultural, humano e econômico. Leia também: - USOS INDEVIDOS DO TERMO MARKETING - Artigo de Opinião dos Módulos do Curso de Pós Graduação - O CASO DOS EXPLORADORES DE CAVERNA - UMA ABORDAGEM SOBRE O PLANO NACIONAL DE PÓS-GRADUAÇÃO - A Grande Arte Desprezada - Investimentos Em Tempos de Crise - Sr. José Antônio, Prefeito eleito na cidade de Iporá fala sobre a educação iporaense - O Fator Preço em Nosso Dia-a-dia - A Arte de Encantar Clientes - A Evolução do Marketing e sua Aplicação nas Pequenas Empresas - Comportamento do Consumidor - Por que o desenvolvimento sustentável ainda é um sonho? - Oeste Goiano: Realidade e Desafios - Indisciplina em pauta - Ensino superior - Uma renovação necessária, mas ainda distante - Agir coletivamente - Escolha Profissional - Entrevista dos Dirigentes do Centro de Ensino Superior de Iporá- CESIP - Ideologia eu quero uma pra viver - As vezes as coisas precisam mudar para continuar do mesmo jeito - Por que o preço do dólar oscila? - Porque a Quebra da Avestruz Master beneficiará a economia local [Topo] |
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