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Profº. Francisco Lopes “ Consumidores e produtores são reunidos eletronicamente de maneira que nunca foram experimentadas antes. A rápida transmissão de informações está alterando a velocidade com a qual novas tendências se desenvolvem e a direção onde se movimentam – especialmente porque o mundo virtual permite que os consumidores participem da criação e disseminação de novos produtos.” Esta afirmação é do PhD Michael R. Solomon, professor de Ciências Humanas de Comportamento do Consumidor da Auburn University, após a realização de uma pesquisa que envolveu estudantes de várias partes do planeta. A pergunta é: seria mesmo necessário que um estudioso americano nos mostrasse essa realidade para dela ermos consciência? A resposta é um grande não! Basta andarmos pelas ruas de nossa cidade para ver tal transformação, basta conversarmos com nossas crianças e veremos que já possuem uma boa noção dos produtos que querem adquirir, seu valor e onde encontrar. No Rio Grande do Sul já existe o “Código do Consumidor Infantil” que é ensinado nas escolas públicas para crianças do ensino fundamental. Se as crianças já sabem o que querem, por que nossos empresários não sabem como oferecer seus produtos e serviços? Em recente artigo publicado em uma revista de circulação nacional, o publicitário Washington Oliveto analisa a lista dos bilionários brasileiros que estão presentes nas Revista Forbes e, dentre outras, a principal razão do sucesso desses empresários é a percepção da mudança do comportamento dos consumidores e do mundo. Nossos empresários (de Iporá e Região) precisam acordar desse “berço esplêndido” em que vivem, abrir seus olhos para a não tão nova realidade em que estamos inseridos, e antes de pensar em qualquer ação, seja na Gestão de Pessoas ou mesmo no seu Planejamento Estratégico, descobrir em primeiro lugar quem é o consumidor, depois o que ele deseja. Conhecer quem é seu concorrente, ou melhor, quem são seus concorrentes (e pode não ser uma empresa do mesmo ramo) torna-se necessário para que o empresário perceba e entenda qual é o sentido moderno de concorrência. Até 1950, o chapéu cobria cabeça do brasileiro. A indústria do chapéu no Brasil contava com uma centena, vendiam 5 milhões de unidades por ano. Hoje existem não mais que três. O que provocou essa realidade? Por incrível que possa parecer, foi o automóvel, poderíamos dizer o fusquinha. Com o advento do desenvolvimento da indústria automobilística e a multiplicação dos carros nas cidades, as pessoas foram deixando de usar chapéus, pois o que as pessoas compravam não era chapéu, compravam proteção para suas cabeças, com o carro, tornou-se desnecessária. Uma grande rede de fast food viu-se com um novo e inusitado concorrente que baixou significativamente suas vendas. Com o advento do forno microondas as pessoas que buscavam praticidade já não mais precisavam sair de casa para se alimentar. Conclusão não pergunte qual produto você vende. Pergunte: o que seu consumidor quer comprar de você? É sucesso estará em suas mãos! Leia também: - USOS INDEVIDOS DO TERMO MARKETING - Artigo de Opinião dos Módulos do Curso de Pós Graduação - O CASO DOS EXPLORADORES DE CAVERNA - UMA ABORDAGEM SOBRE O PLANO NACIONAL DE PÓS-GRADUAÇÃO - A Grande Arte Desprezada - Investimentos Em Tempos de Crise - Sr. José Antônio, Prefeito eleito na cidade de Iporá fala sobre a educação iporaense - O Fator Preço em Nosso Dia-a-dia - A Arte de Encantar Clientes - A Evolução do Marketing e sua Aplicação nas Pequenas Empresas - Comportamento do Consumidor - Por que o desenvolvimento sustentável ainda é um sonho? - Oeste Goiano: Realidade e Desafios - Indisciplina em pauta - Ensino superior - Uma renovação necessária, mas ainda distante - Agir coletivamente - Escolha Profissional - Entrevista dos Dirigentes do Centro de Ensino Superior de Iporá- CESIP - Ideologia eu quero uma pra viver - As vezes as coisas precisam mudar para continuar do mesmo jeito - Por que o preço do dólar oscila? - Porque a Quebra da Avestruz Master beneficiará a economia local [Topo] |
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